MELHORES MÚSICAS / MAIS TOCADAS
os farrapos - pampa na garupa
Com cavacos do ofício
Faço fogo na fogueira
Com a água do guaíba
Faço chiar a chaleira
Tomo um gole do amargo da saudade
Erva buena da palmeira.
Vou repontando querências
Ajojadas com o rio grande
Com este pampa na garupa
Em qualquer lugar que eu ande
Com este pampa na garupa
Em qualquer lugar que eu ande.
Na minha mala de garupa
Não me falta quase nada
Cachaça de santo antônio
Numa guampa pendurada
Fumo bom de sobradinho
E a palha de encruzilhada.
Vou repontando querências
Ajojadas com o rio grande
Com este pampa na garupa
Em qualquer lugar que eu ande
Com este pampa na garupa
Em qualquer lugar que eu ande.
Preparo o meu carreteiro
Na minha moda campeira
Charque gordo de bagé
E o arroz de cachoeira
Temperado com a viola
E a cantiga missioneira.
Vou repontando querências
Ajojadas com o rio grande
Com este pampa na garupa
Em qualquer lugar que eu ande
Com este pampa na garupa
Em qualquer lugar que eu ande.
Meu pingo vem estropiado
Troteou a semana inteira
Vim pruma changa tratar
Cá prás bandas da fronteira
Vou desencilhar o pingo, hoje é domingo
Começo segunda feira.
Vou repontando querências
Ajojadas com o rio grande
Com este pampa na garupa
Em qualquer lugar que eu ande
Com este pampa na garupa
Em qualquer lugar que eu ande.
os farrapos - me comparando ao rio grande
Sou grito do quero-quero
No alto de uma coxilha
Sou herança das batalhas
Da epopéia farroupilha
Sou rangido de carreta
Atravessando picadas
Sou o próprio carreteiro
Êra boi, êra boiada
Êra êra boi Brasino
Êra êra boi Pitanga
Boi Fumaça, Jaguaré
Olha a canga...
Sou velha cambona preta
Dependurada nos tentos
Sou o chapéu do domador
Tapeado de contra o vento
Sou rancho de pau-a-pique
À beira de uma estrada
Onde descansa o tropeiro
Pra seguir sua jornada
Êra êra boi Brasino
Êra êra boi Pitanga
Boi Fumaça, Jaguaré
Olha a canga...
Sou a cor verde do pampa
Nas manhãs de primavera
Sou cacimba de água pura
Nos fundos de uma tapera
Sou lua, sou céu, sou terra
Sou planta que alguém plantou
Sou a própria natureza
Que o patrão velho criou
Êra êra boi Brasino
Êra êra boi Pitanga
Boi Fumaça, Jaguaré
Olha a canga...
(Êra boi!
Êra boi... Sai daí cusco!
Eita cusco que só atrapalha...
Sai daí cachorro! Êra boi...
Jaguaré... Boi Fumaça... Jaguaré...
Êra boi, Jaguaré... Êra boi!!!
Fumaça boi.. Encosta! Encosta!
Êra boi! Êra! Sai daí, cusco...)
os farrapos - gaiteiro gaudério
Na minha terra andam dizendo que eu engoli uma cordeona
Porque toco e canto versos nesta pampa redomona
Na minha terra andam dizendo que eu engoli uma cordeona
Eu fui criado gaudério sem cabresto e sem buçal
Arrebentei os alambrados e fui parar na capital
Eu fui criado gaudério sem cabresto e sem buçal
A minha alma é redomona e meu destino é caborteiro
Do ventre desta querência fecundou este gaiteiro
A minha alma é redomona e meu destino é caborteiro
Tomei um trago da pura, engoli com garrafa e tudo
Quando eu nasci me disseram é um macho e dos bem cuiudo
Tomei um trago da pura, engoli com garrafa e tudo
Nos franzino eu dou de plancha e nos graúdos eu dou de talho
China linda eu dou carinho, vagabunda eu dou trabalho
Nos franzino eu dou de plancha e nos graúdos eu dou de talho
Com 7 povos trancei os tentos da liberdade
O rio grande é meu madrinheiro vou ginetenado com a saudade
Com 7 povos trancei os tentos da liberdade
os farrapos - a dança dos compadres
A senhora dança comadre Maria
Dancemo compadre José
Só vamos bem devagarinho
Que eu tenho um espinho
No dedo do pé
A comadre Maria dançava
Com o compadre josé no salão
Era xote,vaneira e rancheira
Era tango,bugio e vaneirão
E de tanto o compadre pular
Sua bota pegou no garrão
O compadre apertava a comadre
E a comadre empurrava com as mãos
A comadre perguntou pro compadre
O que que achou do bailão
A comadre dançava rengueando
E no dedo o espinho doia
E o compadre velho dele folia
Pra ela dizia Ta Louco de Bom
Ai, ai, ai meu garrão
Mas ta louco de bom.
A senhora dança comadre Maria
Dancemo compadre José
Só vamos bem devagarinho
Que eu tenho um espinho
No dedo do pé
A comadre Maria era viuva
Seu marido morreu no momento
Vim trazer a filha no baile
Pra ver se arranja casamento
Respeita meu vestido preto
Cada bugio é um lamento
Faz um mes que perdi meu marido
E dormir sozinha nao aguento
Compadre nao vou mais dançar
Pois no dedo me dói o espinho
Se o senhor dançar bem devagarinho
Porque eu estou de sentimento
Ai, ai , ai do falecido Jõao Bento
A senhora dança comadre Maria
Dancemo compadre José
Só vamos bem devagarinho
Que eu tenho um espinho
No dedo do pé
os farrapos - velha carreta
Carreta minha carreta, segue a estrada empoeirada
Cortando serra e coxilha, rumo a outra invernada
Boi pitanga, boi brasino, já treinados na jornada
A pacito simplesmente, não preciso usar guiada
Carreta velha carreta
Relíquia deste teatino
Quanta saudade carreta
Do pitanga e do brasino
Carreta minha carreta, que tristeza sinto agora
Já não vejo o boi brasino e o pitanga foi embora
Carreta se eu pudesse, voltar aos tempos de outrora
Pra arrancar esta saudade, que a muito em meu peito mora
Carreta velha carreta
Relíquia deste teatino
Quanta saudade carreta
Do pitanga e do brasino
Carreta minha carreta, és símbolo da tradição
Desde quando piazito, nós cortávamos este chão
Carreta te vejo agora num caco velho atirado
Eu e tu minha carreta, não servimos mais pra nada
Carreta velha carreta
Relíquia deste teatino
Quanta saudade carreta
Do pitanga e do brasino
os farrapos - tico tico no fubá
Todo mundo tá casando só eu não quero casar
Casamento é loteria difícil de acertar
Quem está dentro quer sair quem está fora quer entrar
Eu fico sempre na minha é Tico-tico no fubá
Eu não quero me casar: tico-tico no fubá
o meu negocio é paquerar tico-tico no fubá
Namorei a Maricota prometi que ia casar
Mas o tempo foi passando e eu tentando me escapar
A policia me prendeu: - Tu quer cano ou vai casar
Então vamos juntar os trapos é Tico-tico no fubá
Bem casado é quem bem vive numa boa e sem brigar
Sem lenço e sem documento mas com muito amor pra dar
Está ficando na moda em tudo quanto é lugar
Mas de cinqüenta por cento é Tico-tico no fubá
Tenho a minha companheira tanta alegria me dá
Ã? a mulher mais bonita que existe no lugar
Mas se um dia não der certo um pra cá outro pra lá
Amizade colorida é Tico-tico no fubá
o meu negócio é enrolar; tico-tico no fubá
Se o velho não se zangar: Tico-tico no fubá
e se a polícia não chegar: Tico-tico no fubá
O meu negócio é enrolar; tico-tico no fubá
os farrapos - macaco velho
Estou de volta na querencia
Roxo de tanta saudade
Com o coração
corcoveando
De tanta felicidade
Peguei todas as minhas tralhas
Na pensão da Antonieta
Disse adeus cidade grande
Babau, saracura preta
Não vou sair da campanha
Nem tapado de mutuca
Porque um macaco velho
Não mete a mão em cumbuca
Porque um macaco velho
Não mete a mão em cumbuca
Não vou sair da campanha
Nem tapado de mutuca
Quebrei a cara de cara
Com o tal de arranha céu
Nadando contra a maré
De bota bombacha e chapéu
Esta vida nos ensina
Mas primeiro nos judia
Eu aqui na minha terra
era feliz e não sabia
Um touro em outra querência
É vaca quando se solta
O costume de cachimbo
Nos deixa de boca torta
Na cidade é cola fina
É diferente daqui
Eu quero tirar minhas pilchas
Só na hora de dormir
A onça me ensinou tudo
Esquecendo o pulo do gato
O tatu não é pra agua
Ovelha não é pramato
Eu disse que nao voltava
Mas dei de rédeas pra tras
Eu aqui na minha terra
Não vou sair nunca mais
os farrapos - a gaita da bossoroca
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca,
vejam só como ela toca
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca
vejam só como ela toca
a gaita velha
Tem um toque missioneiro
Só se ouve ela roncando
E o gemido do gaiteiro
E o gaiteiro puxa o fole
Dele gaita,dele fole
Dele fole,dele gaita
Dele gaita,dele fole
Dele fole,dele gaita
Dele gaita,dele fole
Dele fole,dele gaita
Dele gaita,dele fole
dele fole,dele gaita
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca,
vejam só como ela toca
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca
vejam só como ela toca
A gaita velha
É do tempo de antigamente
Agradava no passado
E faz sucesso no presente
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca,
vejam só como ela toca
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca
vejam só como ela toca
A gaita velha
Que só faz forom-fom-fom
A moçada toda grita
Isto que é gaiteiro bom
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca,
vejam só como ela toca
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca
vejam só como ela toca
A gaita velha
Ninguem sabe a sua idade
Cangada com os pampas
E ajoujada com a saudade
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca,
vejam só como ela toca
A gaita velha que veio da bassaroca
vejam só como ela toca
vejam só como ela toca
os farrapos - dançando e gritando
Mas oigate, porcaria
Ã? hoje que eu danço a grito até o clarear o dia;
Mas oigate, porcaria
Ã? hoje que eu danço a grito até o clarear o dia.
Chapéu tapeado de comer grama no muro
E a canha está na macega e só eu acho no escuro;
Chapéu tapeado de comer grama no muro
E a canha está na macega e só eu acho no escuro.
Mas oigate, porcaria
Ã? hoje que eu danço a grito até o clarear o dia;
Mas oigate, porcaria
Ã? hoje que eu danço a grito até o clarear o dia.
Entorto o braço com a prenda no salão,
E o meu pé quarenta e quatro, lá vai bota no garrão;
Entorto o braço com a prenda no salão,
E o meu pé quarenta e quatro, lá vai bota no garrão;
Mas oigate, porcaria
Ã? hoje que eu danço a grito até o clarear o dia;
Mas oigate, porcaria
Ã? hoje que eu danço a grito até o clarear o dia.
Se alguém achar que este gaúcho não presta
Arranco do meu facão e galo canta na testa;
Se alguém achar que este gaúcho não presta
Arranco do meu facão e galo canta na testa;
Se por acaso peleando eu me der mal,
Garanto que pego a estrada rinchando que nem bagual!
Se por acaso peleando eu me der mal,
Garanto que pego a estrada rinchando que nem bagual!
Mas oigate, porcaria
Ã? hoje que eu danço a grito até o clarear o dia;
Mas oigate, porcaria
Ã? hoje que eu danço a grito até o clarear o dia.
..Ness..
os farrapos - meu rio grande do sul
Este sol, terra, mar, céu azul
Isso é rio grande do sul
Este sol, terra, mar, céu azul
É meu rio grande do sul
Este sol, terra, mar, céu azul
Isso é rio grande do sul
Este sol, terra, mar, céu azul
E meu rio grande do sul
Da serra ao litoral da fronteira ás missões
Venham ver o meu rio grande. como é rico em tradições
Nossa pampa colorido, vejam nossos nossos arrozais
As coxilhas verdejantes, o amarelo dos trigais
Este sol, terra, mar, céu azul
Isso é rio grande do sul
Este sol, terra, mar, céu azul
E meu rio grande do sul
Venham ver nossos rodeios, ritor de laço e gineteada
Os gaúchos fanfarrãos que cantam até madrugada
Venham ver nossas tertúlias, o símbolo da tradição
Vem comer churrasco gordo, tomar canha e chimarrão
Este sol, terra, mar, céu azul
Isso é rio grande do sul
Este sol, terra, mar, céu azul
E meu rio grande do sul
Venham ver nossos fandangos de ramada de galpão
Sempre tem uma cordeona, cantigas e violão
E o saradeio das chinas como é lindo de se ver
A prenda rodopeando nos braços do bem querer.
Este sol, terra, mar, céu azul
Isso é rio grande do sul
Este sol, terra, mar, céu azul
E meu rio grande do sul
os farrapos - fandango dos bugios
Ninguém viu
O que eu vi hoje
Lá na costa do capão
A bugiada roncando
Cruz credo que confusão
Espalhou-se uma noticia tem fandango tem galpão
A bugia na â??cordeonaâ? e o bugio no violão
E o bugio velho roncava e a bugia respondia
Mais ou menos desse jeito foi até clarear o dia
Ã? a dupla afamada que existe no rincão
A bugia Sarafina e o bugio Sebastião
A bugia parava a gaita pra poder tomar um gole
Segurando no bugio, babando em cima do fole
E o bugio velho roncava e a bugia respondia
Mais ou menos desse jeito foi até clarear o dia
A bugiada dançava tapando a sala de poeira
E o bugio velho roncava no compasso da "vaneira"
Chegou à barra do dia que o fandango teve fim
Só se ouvia pela estrada os bugios roncarem assim
E o bugio velho roncava e a bugia respondia
E o bugio velho roncava e a bugia respondia
Mais ou menos desse jeito foi até clarear o dia
os farrapos - abagualado
Este vanerão que eu canto, tem o jeito do rio grande
Que retrata na estampa, do gaucho que se espande
A mensagem missioneira, vem na voz do cantador
Que ecoa nas coxilhas, deste guapo cantador
Todo quera num danfango
Tem seu modo de dançar
Eu também tenho meu jeito
Abagualado de cantar
Todo quera num danfango
Tem seu modo de dançar
Eu também tenho meu jeito
Abagualado de cantar
Nas andaças que eu faço, nos caminhos deste pampa
Em qualquer lugar que eu passo, vou deixando minha estampa
Nas cantigas eu defendo, as tradições do rio grande
Vou levando alegria em qualquer lugar que eu ande
Todo quera num danfango
Tem seu modo de dançar
Eu também tenho meu jeito
Abagualado de cantar
Todo quera num danfango
Tem seu modo de dançar
Eu também tenho meu jeito
Abagualado de cantar
É coisa linda de ver, um sarandeio de prendas
Que enfeitam os galpões, com seus vestidos de rendas
Os peões e as chinocas, vão dançando afigurado
Enquanto eu vou cantando do meu jeito abagualado
Todo quera num danfango
Tem seu modo de dançar
Eu também tenho meu jeito
Abagualado de cantar
os farrapos - os farrapos estão chegando
Sábado de tardezita saio em rumo de um bochincho
Total eu sou solteirão, preciso arrumar um cambicho
Na volta de um corredor, tava formado o machixo
Ao chegar já vi as velhas se desmanchando em cochicho
Vem entrando o mal domado, de sabugo levantado pra não aperta o
Rabicho
Nos fandangos de campanha, boleio a perna cantando
Com as guampas cheias de canha, vejo as velhas cochichando
E o chinaredo gritando, os farrapos estão chegando
No meu rio grande querido, os farrapos são legenda
De bota bombacha espora, a nossa história não é lenda
E amizade é que nem louça, se quebrar ninguém emenda
Não casei mas te avsei, não te prende minha prenda
Pra china não dou resposta, eu ergo a cola nas costas
E vou relinchar na fazenda
Nos fandangos de campanha, boleio a perna cantando
Com as guampas cheias de canha, vejo as velhas cochichando
E o chinaredo gritando, os farrapos estão chegando
os farrapos - chiquita
Chiquita
Os Farrapos
Chiquita prepare um mate
Que vamos prozear um pouco
A quanto Chiquita que vivemos um pro outro
Te lembra Chiquita velha a quanto tempo ja faz
Que construímos esse rancho a uns trinta anos atrás (2x)
Chiquita passou-se os anos
Eu sei que não sou mais moço
Me diz se aparento velho, com essas rugas no rosto
Tu sabes chiquita velha, tu és a mesma menina
Embora cabelos brancos, não envelheceste ainda (2x)
Chiquita encilha o mate e vamos seguir prozeando
Pouco emporta que la fora o tempo passe troteando
Chiquita chegou uma carta que veio de Quaraí
Vai lendo enquanto mateamos que deve ser dos guri (2x)
Chiquita até parece que vejos os piá de retoço
Que algazarra com os cuscos brincando com gado de osso
Aos poucos foram crescendo e nos deixaram solito
E o que restou disso tudo foi nosso amor tão bonito (2x)
Chiquita o paiol ta cheio
Colhemos pra todo o ano
Vamos passar esse inverno
Tranquilos se namorando
Chiquita escureceu e a lua num tranco manso
Abençoando nós dois beijando a quinxa do rancho (3x)
os farrapos - guerreiro farrapo
Quando lembro este ditado, tem alguém que me critíca
Que o pobre só vai pra frente, quando por sorte tropica
Neste país que é tão grande, muita coisa não se explica
Mas vão entender meu verso, que é uma verdade eu não minto
Vim ao mundo que nem pinto, gritando desperado
Pois já nasci espremido, por isso vivo apertado
Sou farrapo riograndense
Por isso que eu não me calo
Minha estampa é a própria pampa
Feita a casco de cavalo
Sou farrapo riograndense
Por isso que eu não me calo
Minha estampa é a própria pampa
Feita a casco de cavalo
Se armou uma tormenta feia, veio em minha direção
Apelei pros benzimentos, de machado e de facão
Parti a tormenta no meio, mas meu rancho foi pro chão
Me escapei mal e garreado, já com as bombacha na mão
Eu sempre fui azarado, pelado e apaixonado
E por andar apavorado, aprendi este refrão
Sou farrapo riograndense
Por isso que eu não me calo
Minha estampa é a própria pampa
Feita a casco de cavalo
Sou farrapo riograndense
Por isso que eu não me calo
Minha estampa é a própria pampa
Feita a casco de cavalo
Fiz promessa ao pastoreio vou campear a minha sorte
Meus passos foi de fracasso, pois o azar foi mais forte
Trago na xincha o rio grande galopando o meu ruano
Sou mescla de guarani, com templa de castelhano
Pode cantar os urutau, pica-pau coruja e sapo
Sou caudilho peregrino, sangue guerreiro e farrapo
Sou farrapo riograndense
Por isso que eu não me calo
Minha estampa é a própria pampa
Feita a casco de cavalo
Cds os farrapos á Venda