- Gilberto GilMostrar Notícias
- Aqui você curte Gilberto Gil e seus Sucessos, Antigas, Novas e os Lançamentos.
- Lou Lou Gilberto lança álbum com gravações não lançadas do pai: ‘Como se ele tivesse voltado para me ensinar’
- Neto de Gilberto Gil, Bento Gil vai para a beira do mar de Dorival Caymmi no primeiro álbum, 'Silêncio azul'
- Livros sobre Gilberto Gil, Tom Jobim, Nora Ney e Marcos Ariel ampliam a bibliografia musical brasileira
- Elisa Lucinda te pega pela palavra em show com poemas da artista e letras de Billy Blanco, Chico César e Gilberto Gil
- Gilberto Gil canta com os netos Bento e Flor na volta do Tiny Desk Brasil
- Festival brasileiro Back2Black desembarca em Paris com Gilberto Gil e Agnes Nunes
- Gilberto Gil encerra a turnê 'Tempo rei' em março, em São Paulo, com show em que receberá a família musical no palco
- Quem ouve Gilberto Gil tambem ouve: - dorival caymmi - tom jobim - joão neto e frederico - pedro bento e zé da estrada - como estrelas na terra (trilha sonora) - fim do silêncio
- Essa semana a música mais ouvida é expresso 2222 - Gilberto Gil
clique para tocar
logos versus logo
Gilberto Gil
Trocar o logos da posteridadePelo logo da prosperidade
Celebra-se, poeta que se é
Durante um tempo a idéia radical
De tudo importar, se para o supremo ser
De nada importar, se para o homem mortal
Abarrotam-se os cofres do saber
Um saber que se torne capital
Um capital que faça o futuro render
Os juros da condição de imortal
(Mas a morte é certa!)
Trocar o logos da posteridade
Pelo logo da prosperidade
E assim por muito tempo busca-se
O cuidadoso esculpir da estátua
Que possa atravessar os séculos intacta
Tornar perpétua a lembrança do poeta
Mas chega-se ao cruzamento da vida
O ser pra um lado, pra outro lado o mundo
Sujeita-se o poeta à servidão da lida
Quando a voz da razão fala mais fundo
E essa voz comanda:
Trocar o logos da posteridade
Pelo logo da prosperidade
E o bom poeta, sólido afinal
Apossa-se da foice ou do martelo
Para investir do aqui e agora o capital
No produzir real de um mundo justo e belo
Celebra assim, mortal que já se crê
O afazer como bem ritual
Cessar da obsessão pelo supremo ser
Nascer do prazer pelo social
E o poeta grita:
Trocar o logos da posteridade
Pelo logo da prosperidade
Eis o papel da grande cidade
Eis a função da modernidade