- Chico BuarqueMostrar Notícias
- Aqui você curte Chico Buarque e seus Sucessos, Antigas, Novas e os Lançamentos.
- Cézar Mendes alinha parcerias com Arnaldo Antunes em álbum produzido por Mario Adnet com ícones da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque
- João Bosco recai com Chico Buarque em samba apresentado há 50 anos
- João Bosco grava com Caetano Veloso música que compôs com Chico Buarque
- Eis o malandro de Chico Buarque na coluna outra vez, agora na pele e na ginga do ator e cantor Tiago Barbosa
- 'Chico 2.0' acerta ao tirar Chico Buarque do nicho da MPB para levar a obra do artista para as quebradas urbanas
- 'Ópera do malandro' de Chico Buarque se renova com cores vivas em montagem que mixa umbanda, Anitta e teatro clown
- Escafandristas lançam álbum dedicado à obra de Chico Buarque
- Quem ouve Chico Buarque tambem ouve: - caetano veloso - joão bosco - arnaldo antunes - fernando mendes - marcelo adnet - mario
- Essa semana a música mais ouvida é joão e maria - Chico Buarque
linguagem do morro
Chico Buarque
Tudo lá no morro é diferenteDaquela gente não se pode duvidar
Começando pelo samba quente
Que até um inocente
Sabe o que é sambar
Outro fato muito importante
E também interessante
É a linguagem de lá
Baile lá no morro é fandango
Nome de carro é carango
Discussão é bafafá
Briga de uns e outros
Dizem que é burburim
Velório no morro é gurufim
Erro lá no morro chamam de vacilação
Grupo do cachorro em dinheiro é um cão
Papagaio é rádio
Grinfa é mulher
Nome de otário é Zé Mané (2x)
Numa vasta extensão
Onde não há plantação
Nem ninguém morando lá
Cada pobre que passa por ali
Só pensa em construir seu lar
E quando o primeiro começa
Os outros depressa procuram marcar
Seu pedacinho de terra pra morar (2x)
E assim a região
sofre modificação
Fica sendo chamada de a nova aquarela
E é aí que o lugar
Então passa a se chamar favela (2x)
Se o operário soubesse
Reconhecer o valor que têm seus dias
Por certo que valheria
Duas vezes mais o seu salário
Mas como não quer reconhecer
É ele escravo sem ser
De qualquer usurário (2x)
Abafa-se a voz do oprimido
Com a dor e o gemido
Não se pode desabafar
Trabalho feito por minha mão
Só encontrei exploração
Em todo lugar
Se o operário soubesse
Reconhecer o valor que têm seus dias
Por certo que valheria
Duas vezes mais o seu salário
Mas como não quer reconhecer
É ele escravo sem ser
De qualquer usurário (4x)









